Human Augmentation, está dentro da estratégia de Hyperautomation, que reúne vários componentes da automação de processos, integrando ferramentas e tecnologias que ampliam a capacidade de automatizar o trabalho.

Mas o que é Human Augmentation, Augmented Intelligence, ou Inteligência Aumentada? São aplicações de inteligência artificial (IA) que ajudam o ser humano a executar melhor as tarefas e, também, a tomar decisões mais assertivas. Como explica Vinicius Ferreira, doutorando em Interação Humano-Computador na Ciência de Computação, pela UFSCar, UX Researcher e Product Designer na Itera, “[…] é a questão das máquinas estenderem nossa capacidade cognitiva, permitir que a gente faça conexões e entenda melhor os dados que estão a nosso redor, de uma forma mais rápida e assertiva, de uma forma que até seria muito complexa para que o ser humano fizesse.

Inteligência Aumentada busca complementar o desempenho cognitivo do ser humano. Empresas devem adotá-la de forma massiva até 2030. – Gartner.

A Inteligência Aumentada vem sendo considerada o futuro da Inteligência Artificial, uma vez que, segundo Vinicius “estamos cada vez mais delegando funções para as máquinas, fazendo com que se aproveite o que o ser humano tem de melhor: o pensamento complexo“.

Ele explica os problemas acerca da I.A. que torna o uso da Inteligência Aumentada tão promissor: “As máquinas ainda têm dificuldade em relação à intuição, como por exemplo fazer a melhor análise. Isso porque há certas variáveis, como textos, que ainda são muito complexas para elas… Então se trabalharmos com as máquinas sendo aliadas em nossos serviços, vamos extrair o melhor das pessoas”.

A implementação de Inteligência Aumentada permite que tarefas manuais e repetitivas sejam automatizadas, proporcionando ao colaborador mais tempo para executar tarefas de maior valor agregado. Tudo isso culmina em um melhor desempenho, melhora na produtividade e experiência dos colaboradores, bem como em tomadas de decisões, um vez que é possível visualizar os dados, e por consequente a realidade da empresa, de forma mais ampla e assertiva.

A previsão é que em 2030, 44% dos negócios gerados por IA sejam provenientes desse tipo de iniciativa – Gartner

A humanidade já se encontra em uma realidade onde a interação humano-máquina é cada vez mais natural, e dividir o cotidiano com as máquinas passa a envolver então divisão de responsabilidades. Quando se trata da Alice Balanço, pegamos uma tarefa de um processo, no caso a extração de dados do balanço e padronização desses dados em um plano de contas, para, por exemplo, o mercado de risco de crédito. É como fosse criada uma equipe “Alice + Analista de Risco”, onde há uma divisão de responsabilidades, sendo assim, um cenário de Inteligência Aumentada.

Mas qual realmente é o potencial de se aplicar Inteligência Aumentada em uma empresa?

  • AUTOMATIZAÇÃO DE TAREFAS: Atividades manuais corriqueiras e repetitivas ocupam muito tempo dos colaboradores. Com a automatização destas, eles podem dar total atenção a atividades e processos que tenham maior valor, além de se obter dados mais assertivos com a diminuição de falha humana.
  • TRANSFORMAÇÃO DE FUNÇÕES: várias funções tradicionais feitas com total esforço humano podem ser transformadas, ao passo que o modo com que são executadas sofrerá modificações com a implementação das máquinas.
  • APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO: O colaborador irá assumir novas atividades com as mudanças que a I. A. traz, e assim, terá oportunidade de desenvolver novos conhecimentos e habilidades, tornando-se mais qualificado.
  • SURGIMENTO DE NOVOS EMPREGOS: Assim como empregos mais antigos serão modificados, empregos novos também serão fomentados com as mudanças tecnológicas. Assim, novas habilidades e qualificações serão necessárias para empregos novos, como consultor de Inteligência Artificial, por exemplo.

Uma vez que o uso da Inteligência Artificial visa a automatização de processos por meio das máquinas, tem-se que o uso da Inteligência Aumentada, juntamente com a capacidade da Inteligência Artificial faz-se a escolha certeira para o desenvolvimento de uma empresa.

Referências: